sábado, 7 de março de 2015

Experiência 4D para bateristas

 Por conta do Birdman que vi semana passada, já estava preocupado com o nível de drama que seria apresentado no filme, mas pra minha surpresa pareceu mais leve a priori, no entanto decorrendo algumas cenas eu fui ficando mais tenso e mais tenso, relatos da minha companhia que notou não só na minha expressão como na minha postura ao assistir (palavras dela...kakak). 
 Miles Teller (Andrew) me convenceu de seus esforços para se tornar um ícone da bateria jazz e pelo que li a respeito é ele mesmo quem toca bateria na maioria das cenas, mesmo assim gostaria muito de saber quem foi seu dublê de mãos nos solos absurdos de bateria; e pelo amor de deus, que regente maravilhosamente desgraçado é o tal do Terence Fletcher (J.K. Simmons)?, já havia lido ótimas críticas sobre sua atuação, mas nada como ver com os próprios olhos, para vocês terem uma ideia ele me traumatizou enquanto músico, e eu era só um espectador. 
 A verdade é que, não sei se tem a ver com o fato de ser baterista, mas eu me senti lá dentro, cada teste, cada música executada, cada comida de rabo que Andrew levou eu levei com ele, muuuuuito intenso o filme e durante o filme o caminho me surpreendeu demais, não tinha como prever os acontecimentos. Mas o final..... DEUSULIVREEE!! Não tem como não se emocionar e vibrar com a cena, você começa odiando o Fletcher e termina querendo abraçá-lo, aquele gênio sádico miserável, e que atitude de Andrew.... UAU! Vi o mestre e dono de big band Buddy Rich em cena. 
 A música final é um primor e tenho certeza que as pessoas que estavam lá terminaram tão eufóricas, pois é o efeito que lhe causa aquela cena, que por alguns instantes pensaram em aplaudir de pé, porque eu quis muito fazer isso. 
 Resumindo: trilha sonoro fantástica, drama intensíssimo demais da conta, o Simmon te faz odiar ele do fundo do coração até quase o último momento em que aí você o quer abraçar por sua genial criação; Para os amantes de jazz, big bands e afins, sério, de verdade, vocês vão enlouquecer, e para os meus companheiros de baqueta eu já aviso, se preparem para viver uma experiência in loco, porque é muito real, desde os estudos insanos do garoto, até os testes, disputas por vaga e apresentações valendo. 
 UAUUUU!! Whiplash, o filme da minha vida, na boa, sem mais, tudo que eu diga daqui em diante será prolixidade pura, assistam, de verdade, de coração, entrem lá e descubram como nasce um músico de profissional de alto nível, vocês também vão se emocionar pois A VIDA É ESSA COISA BONITA QUE VOCÊ TÁ VENDO.

whiplash
Dá uma olhada nessa foto, que descreve tudo

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