sexta-feira, 24 de abril de 2015

Síndrome do Teletransporte

  Como sempre, parece que estou atrasado, ao menos aqui no âmbito das publicações, esse negócio de atraso é algo que me persegue infinitamente, isso porque eu sofro da Síndrome do Teletransporte.
  Sim, eu acho que posso chegar a qualquer ponto de São Paulo com uma hora de viagem, sem considerar trânsito, imprevistos, banhos e organização.
  É um saco, eu sei, também não gosto de atrasar, na verdade quem atrasa é que sofre, porque vejo e ouço as pessoas condenarem esse tipo de atitude como se fosse um descaso e expressam o desconforte de esperar, tudo bem eu concordo que esperar não é nada interessante, principalmente quando o atraso atinge mais do que meia hora, aí se torna insuportável.
  Mas as pessoas presicam entender que o sofredor é o atrasado, pois embora tenham uma imagem de que o atrasado é aquela pessoa que está vindo bem tranquilamente, despreocupado com a vida, sem nenhum pingo de responsabilidade, extremamente egoísta e mimado, a realidade não é bem essa, tá! acredito que possa existir esse tipo de pessoa no universo, mas como esse blog é sobre minhas impressões da vida, então vou falar sobre mim.
  Quando estou atrasado entro num desespero absurdo, porque a primeira imagem que me vem a mente é da pessoa olhando tediosamente para os lados e se perguntando como eu posso ser tão sacana e fazê-la de boba, a seguir penso que ela abriu mão de fazer algo útil para si para poder me encontrar em determinada hora e por último penso que eu tinha prometido pra mim mesmo que não atrasaria em mais nenhum compromisso.
  Claro que esses pensamentos me fazer dirigir numa velocidade excessiva e em alguns casos apenas em duas rodas e estou considerando que meu veículo é um carro (kkk), claro que também sei que nada é por acaso nessa vida, mesmo que não seja bom, então tinha que ter sido daquela forma e ao final do dia tirarei lições dessa vivência.
  Enfim, estar atrasado é um saco, já cheguei a me atrasar para uma cerimônia de casamento e vou te dizer, nunca começa na hora marcada, sempre tem um atrasinho, mas isso quando você já está no local, quando você demora a chegar, tudo costuma acontecer no horário determinado, então me lembro de pegar o elevador para subir até o mezanino onde a banda estava em companhia do noivo, que se preparava para entrar, ainda bem que cheguei a tempo de tocar o início da cerimônia, mas foi um dos piores dias da minha vida, nunca sofri tanto por antecipação.
  Bem, a intenção não era me vitimar, afinal de contas aprendi uma excelente lição com todos os atrasos da minha vida, sempre saia com no mínimo 2 horas de antecedência para qualquer compromisso do universo, melhor esperar do que atrasar e se doar pelos outros, escolher sofrer para poupar o outro pode valer a pena, pois A VIDA É ESSA COISA BONITA QUE VOCÊ TÁ VENDO.

Seria muito útil possuir esse tipo de tecnologia

domingo, 19 de abril de 2015

Os outros



  Pois bem, mais um sábado de aula de madrugada, pelo menos é que eu sinto quando preciso acordar antes das 9h00 no final de semana, mas sem reclamações, porque a vida ainda tá boa, vai.
  Hoje foi um dia atípico dos outros desse início de ano, porque foi a primeira formação de grupo nesse curso e vou reafirmar o que disse anteriormente sobre sempre recomeçar, esse tipo de experiência se torna natural, mas o que quero salientar nesse texto não é o recomeçar, nem a naturalidade das coisas, mas o primeiro contato com uma relação interpessoal.
  Conhecer pessoas pode parecer algo interessante quando se está num bar olhando belas mulheres e pensando sobre o momento de fazer a interceptação (kkk) ou sobre o que falar, mas nesse contexto as coisas parecem ser mais alinhadas, porque no mínimo são pessoas a procura de diversão e falar sobre coisas simples da vida, geralmente, não é regra.
  Mas e quando o assunto é polêmico e você está num ambiente acadêmico? Pois bem, nesse caso as faíscas são praticamente inevitáveis, uma vez que vocês estão reunidos não por afinidade nem física ou mental e sim pelo simples fato de terem um objetivo comum.
  É interessante ver como nosso aparelho psíquico, mesmo treinado reage de maneira instintiva quando o assunto é ponto de vista e métodos de trabalhos, não sei você, mas sou relativamente sistemático e quando sinto alguém invadir meu espaço psíquico ou desrespeitar meu tempo ou método de absorção de informação, praticamente revido, claro que num patamar de olhares ou respostas mais secas, nada tão agressivo assim, afinal somos seres civilizados.
  E o mais genial disso tudo é ver as pessoas, após os momentos de contato inicial, baixando a guarda gradativamente para se adaptar ao próximo, e vou dizer: quando isso acontece é uma alegria muito grande no coração, a paz toma conta do seu ser e você passa a ver os comentário e opiniões de maneira empática, super receptivamente.
  Fazia um certo tempo que não passava por isso, praticamente dois anos, pois ano passado estava com os cursos em andamento, mas foi uma experiência bastante rica, principalmente agora que resolvi relatar o acontecido empiricamente.
  Bom, as pessoas ainda são pessoas, por mais que tenhamos nos distanciado delas por meio das tecnologias e conversar pessoalmente, assim como ler um livro e sentir o cheiro das páginas enquanto o folheia e deixa as marcas de dedos nas pontas das páginas ainda continua sendo uma experiência muito prazerosa, afinal A VIDA É ESSA COISA BONITA QUE VOCÊ TÁ VENDO.

Crítica, quem gosta?



  Tô falando... nada como abrir os braços para a vida, as coisas realmente se transformam e acontecem, há tempos atrás toquei em dois evento e até aí tudo bem, não fosse o momento da partida em que ouvi duas críticas que me deixaram pensando durante umas semanas.
  Pra começar ninguém gosta de crítica certo, nem as construtivas, deixamos de ser hipócritas, porque a crítica em si não é ruim, mas geralmente quem te critica não pensa muito em como te dizer, logo quase sempre é traumática, mesmo que seja para seu bem.
  Uma dessas críticas veio de uma pessoa que eu estava vendo pela primeira vez e que na ocasião não apresentou nada, sabe esse tipo de caso? Já passou por isso? Tipo, o nego chega agora, fica na moita miguelando e no final fala mal de você que fez o trem acontecer. Pois bem, foi muito muito irritante, porque o cara nem conhecia a lógica do processo que estava acontecendo, reclamou da altura que estava tocando, sendo que ele não era o maestro, que por sinal este sim, ao final veio me abraçar e dizer como tinha sido legal, conclusão, fiquei puto com esse indivíduo.
  A outra veio de alguém que não tinha tanto contato assim, mas que conhecia muito bem o projeto e nessa ocasião realmente o erro foi meu, por ter perdido o foco numa fração de segundos, essa eu relevei, é claro, porque a crítica era fundamentada e em conjunto com a crítica veio o elogio do restante do trabalho bem feito.
  Aí chega ao momento, porque toda essa história? Porque fim de semana me deparei com os dois críticos num só evento, imagina minha cara (interna) de felicidade quando os vi juntos, mas como já sabia o foco das “falhas” anteriores, me dediquei a não cometê-las naquele espaço e mesmo sabendo que estavam ali meus inquisidores, agi da forma mais natural que pude e como tinha sido um ótimo dia, então cheguei leve, sem neuras.
  Resultado, uma noite ótima, deu tudo certo, sem excessos e sem migueladas, de quebra um clima organizacional muito favorável, todos felizes e sorridentes (aí já exagerei...kkkk), e tudo
correu bem.
  E novamente saliento, geralmente o encontro entre duas personalidades, principalmente se, fazendo atividades em que ambos se consideram competentes e ao mesmo tempo apresentam opiniões contraditórias, usualmente causam choques e desconforto num primeiro momento, mas basta ter calma, estar de bem com o universo e esperar a fase de adaptação, porque ela sempre vem, e vou dizer: Quando isso acontece, aí é paz no coração, de um jeito ou de outro, ou porque se entenderam e se aceitaram ou porque descobriram que tentar continuar um diálogo ali é perda de tempo.....kakakak, mas tente ser gentil e se adaptar, vale muito a pena, afinal A VIDA É ESSA COISA BONITA QUE VOCÊ TÁ VENDO.

Essa foto não tem a ver com o ocorrido, mas achei interessante para ilustrar a situação

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Te esperando

  Caracas, acabo de ver uma produção musical maravilhosa, desculpe por não ter falado a respeito antes, estou meio perdido no universo devido greve no meu trabalho, extinção do meu setor, enfim... essas coisas que já publiquei anteriormente, mas mesmo assim, não devia ser motivo pra eu não ter visto esse dvd que na boa, maravilhoso.
  Eu já era fã desse cara, primeiro porque ele é bonito (e não, não sou homossexual, mas tenho espelho em casa e sei que ele é infinitamente mais atrativo visualmente do que eu...kakak),  musicalmente (porque podem falar o que quiser sobre ele, mas quem tem dinheiro, pode investir na qualidade e a banda desse cara é top e os arranjos cada vez mais elaborados e fantásticos) e sobretudo pelo carisma dele, é o boa praça, bom moço eterno, as fãs dele tem motivos pra deseja-lo loucamente (kkk), porque mesmo eu sendo homem o acho muito astral, falando de Lua Santana.
  Ano passado teve uma música que toquei demais da conta e toquei com vontade, com verdade, porque se tornou praticamente meu hino de amor, e olha que não sou muito romântico, mas essa música retratou muito o que senti nos últimos anos, porque como costumo dizer: “Quem sente, sabe”. Quem amou alguma vez sabe bem do que eu estou falando e a música Te Esperando.
Por mais utópica que pareça para as mulheres - que pensam que nós homens somos constituídos 60% de safadeza, 25% de amor ao futebol e 15% de paixão por games – amor de homem é muito mais intenso, porque quando o homem ama, ele ama, sabe? Ele não enterra o sentimento que nem vocês (mulheres) fazem, claro que nesse momento pode estar rolando um momento Paixão - Ahamm, Sei!, mas é a mais pura verdade, enfim...
  Já gostava muito do som dele desde o tempo de Meteoro daPaixão e Sogrão Caprichou (primeira música que toquei no teclado com a banda GMC), mas essa onda romântica de Te esperando com umaversão acústica e outra ao estilo pop/rock inglês com o nome O amor coloriu, fiquei maluco, como pode tanta qualidade? Mas no DVD Acústico ele se superou, que sonoridade, figurinos extremamente elegantes, versões inacreditavelmente bem feitas e novas músicas ainda mais marcantes como Café com Leite e Escreve aí.
  Sei que muita gente tem preconceito com o estilo e com o cara, mas aqui está a opinião de um músico imparcial, embora muito fã, logo não tão imparcial assim (kkk), mas sério, musicalmente é muuuito bom e se você ouvir com o coração aberto para o novo também verá  a beleza do som.
  Por enquanto só vi o dvd, mas espero urgentemente ver o show ao vivo, porque tá muito bom mesmo e música boa extrapola rótulos e gêneros, afinal de contas A VIDA É ESSA COISA BONITA QUE VOCÊ TÁ VENDO.
 
Foto: Linda Marinho
 
 

Next Degree


  Pois bem, sábado começou uma nova etapa da minha vida e sabe o que é interessante? Quanto mais vezes você aceita o novo, menos ele se torna estranho para ti na vida, se no começo, as primeiras vezes causam um friozinho na barriga, depois de calejar, de tanto reiniciar, acaba se tornando algo natural e tranquilo.
  Vi uma vez a entrevista de Dinho Ouro Preto antes de subir no palco do Rock n Rio dizendo que mesmo depois de tanto tempo tocando ainda sentia frio na barriga e achei bonito, mas no caso deles tinha a ver com a questão da grandiosidade do evento e do tipo de público metal, enfim... uma série de elementos que traziam em si tal sensação, mas nas coisas simples do dia a dia é muito mais tranquilo.
  Primeiro dia de aula é sempre apreensivo, mas como disse: já estou tão calejado nisso que foi super tranquilo, mesmo considerando que cheguei com a aula acontecendo, mais especificamente duas horas de atraso, mas calmaaa!! Não acabe comigo, é aula de sábado e as aulas são das 8h as 16h, portanto dá um desconto aí vai!! (se vitimar faz parte da vida...kkk)
  Importante estar aberto para as coisas da vida, cheguei tranquilo, sem crise, sem tensão, mesmo atrasado (kkk) e me deparei com uma professora da minha graduação e daquelas que se tem boas recordações, mesmo não sendo tão próximo assim, resultado... excelente entrada de curso e acredito que será ótimo.
  No entanto tinha esquecido qual era a sensação de estar numa sala de aula ouvindo e interagindo com pessoas completamente diferentes e nesse caso específico, de áreas completamente diferentes de formação, porque comecei o curso de Didática no Ensino Superior e me deparei com uma sala composta por: enfermeiros, contadores, professores de português, história, administradores, enfim... uma infinidade de possibilidades dentro desse universo.
  Também preciso salientar, é esquisito estar na faculdade no final de semana, mas vai ser interessante esse trem, vamos ver no que vai dar, afinal de contas A VIDA É ESSA COISA BONITA QUE VOCÊ TÁ VENDO.