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quinta-feira, 16 de abril de 2015

Te esperando

  Caracas, acabo de ver uma produção musical maravilhosa, desculpe por não ter falado a respeito antes, estou meio perdido no universo devido greve no meu trabalho, extinção do meu setor, enfim... essas coisas que já publiquei anteriormente, mas mesmo assim, não devia ser motivo pra eu não ter visto esse dvd que na boa, maravilhoso.
  Eu já era fã desse cara, primeiro porque ele é bonito (e não, não sou homossexual, mas tenho espelho em casa e sei que ele é infinitamente mais atrativo visualmente do que eu...kakak),  musicalmente (porque podem falar o que quiser sobre ele, mas quem tem dinheiro, pode investir na qualidade e a banda desse cara é top e os arranjos cada vez mais elaborados e fantásticos) e sobretudo pelo carisma dele, é o boa praça, bom moço eterno, as fãs dele tem motivos pra deseja-lo loucamente (kkk), porque mesmo eu sendo homem o acho muito astral, falando de Lua Santana.
  Ano passado teve uma música que toquei demais da conta e toquei com vontade, com verdade, porque se tornou praticamente meu hino de amor, e olha que não sou muito romântico, mas essa música retratou muito o que senti nos últimos anos, porque como costumo dizer: “Quem sente, sabe”. Quem amou alguma vez sabe bem do que eu estou falando e a música Te Esperando.
Por mais utópica que pareça para as mulheres - que pensam que nós homens somos constituídos 60% de safadeza, 25% de amor ao futebol e 15% de paixão por games – amor de homem é muito mais intenso, porque quando o homem ama, ele ama, sabe? Ele não enterra o sentimento que nem vocês (mulheres) fazem, claro que nesse momento pode estar rolando um momento Paixão - Ahamm, Sei!, mas é a mais pura verdade, enfim...
  Já gostava muito do som dele desde o tempo de Meteoro daPaixão e Sogrão Caprichou (primeira música que toquei no teclado com a banda GMC), mas essa onda romântica de Te esperando com umaversão acústica e outra ao estilo pop/rock inglês com o nome O amor coloriu, fiquei maluco, como pode tanta qualidade? Mas no DVD Acústico ele se superou, que sonoridade, figurinos extremamente elegantes, versões inacreditavelmente bem feitas e novas músicas ainda mais marcantes como Café com Leite e Escreve aí.
  Sei que muita gente tem preconceito com o estilo e com o cara, mas aqui está a opinião de um músico imparcial, embora muito fã, logo não tão imparcial assim (kkk), mas sério, musicalmente é muuuito bom e se você ouvir com o coração aberto para o novo também verá  a beleza do som.
  Por enquanto só vi o dvd, mas espero urgentemente ver o show ao vivo, porque tá muito bom mesmo e música boa extrapola rótulos e gêneros, afinal de contas A VIDA É ESSA COISA BONITA QUE VOCÊ TÁ VENDO.
 
Foto: Linda Marinho
 
 

quarta-feira, 15 de abril de 2015

"Eu sou da lei, seu trouxa, eu confisco!!" (CBJr)

Desde da mais tenra idade eu sou fã de uma banda que .... olha.... fico até sem palavras, a melhor banda nacional das últimas décadas e dessa banda, gosto de uma tonelada e meia de ótimas músicas, mas tinha uma que marcou uma época, uma que eu tocava enquanto guitarrista ainda, devia ter 16 anos, sei lá.... por aí.
O que eu nunca imaginei na vida é que eu fosse vivenciar o que a música retratava, achava que era coisa de gente caloteira, mal caráter, eu era só uma criança e você ouve dizer que alguém não pagou algo que devia, parece que essa pessoa é má intencionada na vida, logo bandida.
Muitos anos se passaram e eu me tornei um agente da lei e continuei gostando muito da referida canção, muito astral sempre, é começar o reef com wah wah que o sangue já ferve e dá vontade de sair pulando num mar de gente do show da mix, sei lá....
O que eu não esperava era estar do outro lado da moeda e é claro que eu estou exagerando, como um bom homem que sou, preciso exercitar diariamente meu drama eterno (kakak), e vou te dizer como foi, como agente da lei, fui despejado sendo um agente da lei, a cena foi cômica, embora trágica.
Fomos expulsos de nosso ambiente de trabalho, um lugar que passamos tanto tempo e desenvolvemos tanta coisa, claro que não vou me passar por vítima completa, nós fomos expulsos porque não aceitamos o que nos estava sendo imposto, mas isso não vem ao caso, não tô aqui pra desabafar ou defender a causa CheGuevarianamente, tô aqui pra falar como foi, como me senti e vou dizer: é de lascar.
A música que me refiro é a enérgica Confisco da banda fucking animaliacly Charlie Brown Jr. E do jeito que ele descreve é como acontece: “[...] Eu tenho aqui uma entimação, ou o senhor sai daqui ou eu vou ter que confiscar o que tiver aqui, [...] tô até com pena de você, tu tem 3 horas pra sair” (kakak)
Olha, ser botado pra fora é uma experiência esquisita, mas que faz todo sentido do universo no plano macro, pois você acaba refletindo sobre as coisas e como o poder é algo que desumaniza as pessoas, enfim, parafraseando Ed Motta: somos 16 gatos pingados foras da lei (kakak), mas partiu rir, porque afinal de contas A VIDA É ESSA COISA BONITA QUE VOCÊ TÁ VENDO.
 



 

Será que é amor ou exploração musical?

Acabei de ver um vídeo e impossível não compartilhar e de quebra fazer minhas considerações.... cara, já fui música de igreja e vou te dizer: não me arrependo. Aprendi demais da conta, fiz amigos maravilhosos que perdurar até os dias atuais e já vivenciei muita coisa boa, claro que também fui julgado, fiquei de banco, passei aperto de tocar música na hora, sem o prévio ensaio, mas isso tudo faz parte do universo congregacional.
Não tenho a menor pretensão de sentar o sarrafo na igreja, mesmo porque como viram no parágrafo anterior, tenho ótimas recordações de lá, masss assim como o Gilney Parson que me faz lembrar o irmão do meu parceiraço Marcelo Bezerra...kakak, inclusive é conterrâneo dele provavelmente, sou músico e vivo de música há alguns anos e com relação a isso já passei alguns apertos por conta da hipocrisia das lideranças que não investiam no músico, mas cobrava fidelidade regado chantagem emocional....kakaak
Como há o livre arbítrio, claro que você não precisa ficar num lugar que não te aceita, então encotrei uma outra igreja bem séria que além de não julgar minha profissão ainda investiu na minha capacitação, levemente, é verdade, mas ainda assim investiu e eu tenho o maior carinho pelas pessoas de lá, a começar da liderança, acredito também que contribui com meu limitado conhecimento enquanto lá estive e no fim foi bem astral.
Voltado ao vídeo, meu...muita sacada, tira a música da igreja pra você ver, a pregação nunca se repete, porque serve pra motivar, nunca tinha parado pra pensar nisso, mas é verdade, não repete, enquanto se toca a mesma música durante meses e as pessoas cantam e sentem aquele momento, porque a música que conduz a adoração, o cara vai cantando e batendo um papo com Deus (eu ri nessa hora com o jeito que ele fala, embora seja a mais pura verdade e de maneira séria), pros músicos de igreja, pros que são contra igreja, enfim... você que é músico ou simpatizante pela classe, assista e medite, vale a pena. 
PS.: Para os que não são familiarizados com a expressão vou explicar antes de dar confusão, quando ele cita músico da congregação ele está se referindo aos músicos que fazem parte da igreja, da comunidade, não dos músicos da denominação Congregação Cristã no Brasil.
Como citei no início não tô aqui pra falar bem ou mal da igreja, mas seguindo minha frase clássica: Quem Sente, sabe. O vídeo e desabafo desse camarada é a mais pura verdade e embora o título do vídeo dele pareça pejorativo, na verdade foi uma das maiores defesas públicas a músicos de igreja que eu já vi, no mais é curtir a vida e fazer o que você ama, afinal A VIDA É ESSA COISA BONITA QUE VOCÊ TÁ VENDO.





sexta-feira, 10 de abril de 2015

Se vai sofrer, então sofre direito

Falar do povo italiano pra mim é um assunto repleto de sensações, não que seja descendente, porque infelizmente não sou, mas não posso deixar de citar minha influência máxima, meus pais e os muitos discos que minha mãe colocava pra eu ouvir, desde criança, inclusive imagino que minha mãe me musicalizou intrauterinamente (inconscientemente, claro) com as canções italianas.
Tempos atrás, passamos horas fazendo seleção de músicas românticas italianas, e falo da musicalização intrauterina porque de umas 60 músicas que selecionamos eu não conhecia 2 ou 3, agora... nem eu mesmo sabia que eu conhecia tanta música italiana, logo, culpa da minha mãe e sua italialização em mim.
É sabido que o povo italiano, em sua grande e esmagadora maioria é muito bonito (kkkk), creio que o sonho das mulheres mundiais seja ter histórias românticas  com homens italianos, eu tive a minha com uma e vou te dizer....você não esquece nunca mais, uma experiência que vale a pena se viver, embora o fim seja extremamente trágico e depressivo, mas... somos seres sociais e nossa interação com o outro é que nos torna quem somos, portanto vamos festejar e voltemos às músicas, FOCO, RENAN!!!
Vou citar aqui apenas 10 das dezenas de músicas que marcaram MINHA história e fazem parte da minha discografia pessoal de belas canções italianas para ouvir e chorar de emoção, já vou avisando, orquestrações maravilhosas, arranjos incríveis, vocais e acima de tudo violinos extremamente melancólicos, portanto se prepare, é uma carga considerável de emoção, não recomendado para depressivos e sofredores recentes, risco de pular da ponte, sériooo:
10. Pepino di Capri - Champagne (a letra em si é sobre safadeza, tipo traição, mas é um clássico e o nai nai do final é muito astral...kakak)
9. Homo Sapiens – Tornerai Tornero (praticamente vendo minha mãe cantando o refrão...kakak)
8. I Protagonisti – Noi Ci Amamo (linda melodia do início, gosto demais)
7. Gigliola Cinquetti – Non oh l´eta (essa tem uma orquestração incrível e é muito bonitinha e um piano martelado bonito demais da conta)
6 e 5. Wess e Dori Ghezzi - Tu Nella Mia Vita e Noi Due Per Sempre – (essas me fazem lembrar demais da infância)
4. Pupo – Escrivero (seria muita mancada falar de música italiana e não citar Pupo)
3. I Santo California – Tornero (Essa última arrepia, tá loko! Enquanto ouvia o áudio tive que tocar bateria junto e vou te falar, toquei com a mesma pegada que toco metal extremo, de tão carregado de emoção que é)
2. Sergio Endrigo – Io Che Amo Solo Te (Lindo piano, orquestração, melodia e essa eu tive a honra de presenciar uma interpretação ao vivo do grupo de casamento que faço parte – Toccata – e vou dizer: chorei enquanto ouvia, essa é linda demais, top 2 da minha seleção com certeza)
1. Domenico Modugno – El Maestro de violin (Essa eu conhceci por meio da italiana e vou te dizer... que música: a história é linda, os solos de violino são lindos, a melodia é maravilhosa, enfim, essa fala demais no meu coração, até mesmo porque é a história de um professor de violino que se apaixona pela aluna e ela também por ele, é lindaaaa demais, sem dúvida alguma é minha TOP 1).
Espero que ouçam, se tiverem um grande amor, aproveitem ao lado dele, se tiver perdido um, curta a fossa em grande estilo, nada de arrocha...kakak,  e se ainda não encontrou um, acredite, pois ainda virá, afinal de contas LA VITA È BELLA COSA CHE STATE VEDENDO.


terça-feira, 17 de março de 2015

Pessoas que inspiram

 Incrível como existem pessoas que nos inspiram, se bem que falar em inspiração pode parecer algo místico, portanto vou dizer que na verdade elas disparam seus dispositivos de criação, te movem. Basta uma conversa, uma palavra, um vídeo, um gesto e de alguma forma te toca e de repente, lá está aquela enxurrada de ideias.
 Como disse em outro post, não acredito no acaso e essas certas pessoas tem o poder de te despertar coisas boas, é claro que também exitem pessoas que tem o dom de te sacanear e irritar num nível tão alto que você acaba criando e se move, mas por meio da raiva. 
 Em ambos os casos o belo é trazido para fora, mas no primeiro caso você ri por vivenciar tal momento aparentemente espontâneo de arte natural, e no segundo você se orgulha por ter sobrevivido àquela tensão e com isso ter produzido algo de bom.
Mas a questão é que é apenas em contato com determinadas pessoas ou lugares que isso acontece e ter o prazer de vivenciar um momento criativo desses é uma experiência fantástica e torna a vida uma viagem muito interessante, afinal A VIDA É ESSA COISA BONITA QUE VOCÊ TÁ VENDO.

Dá uma olhada nesse clipe e me diz que amigos assim não são inspiradores
https://www.youtube.com/watch?v=pAEzsDaCk6A - Se for pra tudo dar errado (Topáz )
PS.: Mais uma banda incrível que minha parceira cultural Roj me apresentou

sexta-feira, 13 de março de 2015

Som nada ambiente

 Música é um trem bom demais da conta, se bem que eu sou suspeito pra falar a respeito, músico e não bastando, multi-instrumentista de tanto que me intriga a mais bela das expressões humanas (puxar sardinha de leve...kakak).
 Claro que não sou nenhum gênio, diria que sou um desses músicos triviais que você encontra em qualquer esquina, mas a questão é que gosto de verdade, do fundo do coração, mas sabe uma coisa que não sou muito fã? Bar com música ao vivo. calmmaaaa.... nem tudo é ruim, mas vou apresentar o que me faz desgostar de tal evento.
 Por muitos anos da minha vida adulta jovem eu toquei em bares e, de verdade, foi uma experiência ótima, repertórios de 4 horas contribuíram sobremaneira para meu aprimoramento, vivência e conhecimento musical, pelo menos no que se refere a repertório em si, em especial MPB e Pop/rock.
 A questão é que quando se está tocando, você está preocupado em fazer algo de qualidade para agradar as pessoas que ali estão, masss ultimamente tenho tido essa experiência do outro lado da moeda, como espectador e na boa.... não curti muito.
 Não estou me referindo aos sofisticados pubs gringos daqui de SP, ali sim o som é classe média altíssima, mas vamos combinar que a cerveja é só pretexto para ouvir som de excelente qualidade.
 Todas as vezes que fui, fiquei muito impressionado com a qualidade das bandas que se apresentaram e os equipamentos de som das casas são um espetáculo a parte, mas me refiro aqui a bares e restaurantes onde o foco é comer e conversar, aqueles que não tem infraestrutura para música.
 Pois bem, ao fim de um dia cansativo de.... não fazer quase nada em casa, uma vez que estou de férias,  resolvo visitar um dos picos tops de açaí que eu conheci no agitado bairro da Fraguesia do Ó e até aí tudo certo, mas chegando em frente a entrada do charmoso bar caiçara metropolitano...
 Eissss que ouço o som de um violão, aí você me diz: Nossa Renan e qual é o problema? E eu educadamente lhe respondo: EU ESTAVA HÁ UM QUARTEIRÃO DA ENTRADAAAAA....
 Como estava com muita vontade de tomar um açaí e o de lá é ótimo, me aventurei a entrar, encontrei uma mesa muito agradável, relativamente longe da caixa de som e depois de alguns minutos eu acabei me adaptando ao ambiente, mas pra se ter a noção exata do ocorrido vou citar o gênero musical: Sertanejo universitário – o maissssss gritado dos últimos tempos, e o cantor não era ruim não, cantou direitinho, tocou muito bem, até me surpreendeu quando mandou um Natiruts e um Detonautas Rock Club (caracasss, recordei minha adolescência pré-baterística).
 A questão era a altura do som naquele espaço, nada preparado praquilo, sem contar que não se entendia nada do que ele falava nos intervalos entre as músicas, o que eu considero muito perturbador.
 Enfim, acabou sendo um fim de noite muito agradável, mas extremamente gritado para se conseguir ter algum tipo de diálogo naquele lugar e aqui deixo meu pedido a todos os donos desse tipo de estabelecimento, muito louvável a ideia de se oferecer música ao vivo, mas contanto que soe ambiente, ao fundo, pois quando ele parou de tocar entrou uma seleção maravilhosa de Elvis Presley quase inaudível que chegou até a alegrar meu coração.

 Mas é isso, encontrar amigos e sair pra conversar é bom demais, comer algo que você estava com vontade, delícia, gritar para poder ser ouvido numa conversa é desconfortável e irritante, mas ahhhh e daí, o importante é viver e se adaptar, afinal de contas A VIDA É ESSA COISA BONITA QUE VOCÊ TÁ VENDO.

Que beleziiiinha de criança... AHH!!


Morumbi - o Estádio mais rock n´ roll de SP

 Sou sãopaulino desde a pré-adolescência, pois antes disso, por influência do meu pai, eu torci para um time de tradição aqui em SP, time esse que teve um dos melhores goleiros roqueiros que esse país já viu, o saudoso Ronaldo Giovaneli, atualmente comentarista esportivo, mas a verdade é que quando vi a classe e a educação de um camarada chamado Zetti, por volta de 1992, foi inevitável, tornei-me tricolor paulista de coração e assim o sou até os dias atuais.
 Infelizmente ainda não tive a chance de ir assistir a uma partida de futebol num estádio, mas em contrapartida já assisti a três shows incríveis em estádio, e é claro que iniciei essa narrativa falando do São Paulo F.C., pois como bom são-paulino que me tornei, sempre que posso prestigio os shows de rock no belíssimo estádio do Morumbi, não desmerecendo os demais estádios e times, mas sou tricolor e me sinto muito bem prestigiando um bom rock n´ roll em casa.
 O primeiro show que fui - Pearl Jam (2011), por convite da minha amiga e blogueira Belo porque quero, fiquei bestificado com o tamanho da construção, incrível o que o ser humano é capaz de construir, né? Show maravilhoso, o primeiro que vi de uma banda internacional e com direito a passar a madrugada tremendo de frio dentro do posto da PM do outro lado da rua, no pé da Giovanni Gronchi, primeiro contato com tal avenida também.
 Segundo show – Bom Jovi (2013), por vontade própria dessa vez e acompanhado de alguns amigos que me abandonaram na fila e me proporcionaram a excelente experiência de curtir um passeio sozinho, portanto conhecer pessoas e explorar o novo, embora frustrante pela falta de consideração, foi algo bem rico. Show incrível, ele realmente é lindo, (não sou gay, mas sei apreciar o belo, e o cara é incrivelmente talentoso e bonito, aos quase 60 anos ele é mais bonito que eu quando tinha 25...kakak).
 Terceiro show – Foo Fighters (2015), dessa vez eu obriguei minha parceira cultural (Roj) a ir comigo, dessa vez peguei arquibancada, uma vez que já sou um jovem senhor de idade, portanto nada de ficar 6 horas de pé na pista, já fui jovem pra fazer essas coisas. Que show incrível, Dave é o carisma em pessoa e ainda teve direito a cover do Queen interpretado pelo excelente baterista e cantor Travis “Biscoito”.
 A questão é que o estádio é um clássico da cidade de SP, portanto um lugar que se vale a pena visitar se tiver a oportunidade, o bairro é uma belezinha, embora ouvi dizer que é um tanto perigoso, pelo menos nos dias de evento, pois vem muita gente má intencionada de fora de lá e tem a belíssima avenida Giovanni Gronchi que em si não possui nada de emblemático ou clutural, mas é uma avenida que me traz uma Frenesi de recordações e é bem completa, possui em si toneladas de comercio, muito movimento e até uma base da PM 24 horas, coisa rara de se encontrar na cidade.
Resumindo Estádio do Morumbi – Linda construção, glórias do passado, ótimos shows internacionais e vizinho da Giovanni.
Ó tricolor, time bem amado, as tuas glórias vem do passado, e recordar também faz parte, pois A VIDA É ESSA COISA BONITA QUE VOCÊ TÁ VENDO.


Pearl Jam 2011

Estádio do Morumbi

Acesso a pista
Bon Jovi 2013

Entrada arquibancada 

Roj e Eu - Foo Fighters 2015

sábado, 7 de março de 2015

Versões que nos abrem os ouvidos

 Interessante como a interpretação muda tudo, né? E é claro que isso pode ser aplicado a toda e qualquer coisa na vida, mas dessa vez, especificamente estou falando de uma canção.
 Outrora já aconteceu com relação a vivência, não compreender o que o autor queria dizer com o texto da canção até passar pela situação que ele descreveu, pois é parece que só quem já passou sabe.
 Mas o que estou falando aqui, agora é sobre como apresentar as mesmas palavras com mesma melodia, mas com outra intenção muda tudo. O que me causou essa sensação foi a versão de Ai que saudade d´ocê gravado por Zeca Baleiro.
 A música é de Geraldo Azevedo e a versão que eu conhecia era um baião na voz de Elba Ramalho, e até aí sem problema, mas quando ouvi pela primeira vez a versão do Zeca fiquei impressionado com a instrumentação, que apesar de mais simples gerou um clima tão intimista que me chamou a atenção.
 Não mais sanfona, zabumba e triângulo, característico desse tipo de música brasileira, e o engraçado é que o Baleiro é nordestino, logo seria verdadeiro se ele fizesse um baião mais contemporâneo, mas não... o homem descaracterizou a canção, internacionalizando-a, quase um toque inglês na utilização do piano.
 Acontece que me agradou tanto a nova roupagem que ouvi como se fosse a primeira vez e, acreditem se quiserem, compreendi o texto e quando digo compreendi, quero dizer que a história ganhou vida, afinal de contas como não se alegrar com isso:
“Não se admire se um dia um beija-flor invadir, a porta da sua casa, lhe der um beijo e partir. Fui eu quem mandou o beijo, que é pra matar meu desejo, faz tempo que te desejo, ai que saudade docê.”

Quem já passou sente e sentir faz toda a diferença, pois A VIDA É ESSA COISA BONITA QUE VOCÊ TÁ VENDO. 

Aprecie sem moderação: Ai que saudade docê - zeca baleiro

domingo, 1 de março de 2015

A música que emociona

  Cinema é uma arte que sempre me agradou muito e acredito que a vocês também, é impossível passar por essa vida sem desfrutar ao menos de algumas horas dessa maravilha de sensações múltiplas, afinal é (no mínimo) visual e auditiva, no entanto é o poder de emocionar da auditiva que mais me intriga nessa experiência.
 E é claro que a culpa desse efeito emotivo é das trilhas sonoras, aí eu lhe pergunto, qual é a que te marcou?
 Toco em cerimônias de casamento todas as semanas e garanto que elas estão presentes na vida das pessoas e chega a ser engraçado como algumas trilhas sonoras transcendem aos próprios filmes como no caso do belíssimo Forrest Gump (1994), que não é um romance, mas comumente utilizado para entradas devido seu caráter melódico e amoroso ou o drama Cinema Paradiso (1988)... ohh, filme lindo e emocionante Alfredo.
 Não caberia nessa publicação as tantas citações de trilhas maravilhosas, mas gostaria de exprimir minha preferência dentre tantos filmes e que me marcou pela beleza da trilha sonora como um todo, principalmente tratando de trilha original, ou seja, feito especialmente pro filme.
 O som do coração (2007), que trilha incrível e que cenas marcantes - embora ligeiramente utópicas....kakak - como quando August Rush, depois de ver um violão sendo tocado, inicia uma sessão de tapas extremamente musicais no instrumento e após apenas uma noite de treino está apto a tocar.
 Quem toca ou já tentou aprender tocar violão tem noção de como isso seria improvável, mas não tanto quanto a cena da sua execução no órgão de tubos após uma tarde de estudo autodidata....kakak 
 Bom... quem viu o filme, sabe do que eu estou falando, quem não viu... recomendo demais, pois fora essas demonstrações de musicalidade sobre-humana, a história é linda e a trilha sonora é um primor.
 E falar em trilha sonora incrível, hoje vi uma maravilhosa, a do filme Birdman (2014), principalmente para os amantes de jazz e em especial bateria.
 O filme já inicia com um belíssimo batuque melódico, que se estende em diversos momentos no desenvolvimento do drama e encerra os créditos.
 O autor de tal proeza, Antonio Sanchez e lhes afirmo como baterista, que foi uma das coisas mais bonitas e musicais de bateria solo que eu já ouvi... UAU!       O homem manja dos paranauês dos tambores e pratos. 
 Só uma pena não ter concorrido como melhor trilha original no Oscar, porque merecia viu. 
 Conseguiu transmitir com maestria os momentos de tensão do longa, todavia foi uma ideia brilhante e me surpreendeu positivamente, por um instante pensei estar assistindo Whiplash (2014), outro filme que estou louco para ver.
 Sobre o filme (Birdman) propriamente dito, bem... levou uma série de estatuetas Oscarianas pra casa e isso deve significar alguma coisa, afinal parece tratar de crítica com um humor altamente inteligente, mas para vocês, que como eu são apenas reles mortais, recomendo irem ao cinema abertos ao novo e bem despreocupado quanto a lógica do enredo, pois graças a última cena, saí sem entender se ele era um super heroi de fato ou um esquizofrênico, mas não vem ao caso, pois a verdade é que só os solos de bateria durante o filme já valiam a entrada, e de qualquer forma se colocar em contato com a arte já é em si uma experiência rica, então aproveite, pois A VIDA É ESSA COISA BONITA QUE VOCÊ TÁ VENDO.




Fotos: Renan Portnoy

Segue o link da trilha de Birdman, começa aos 5´00.
https://www.youtube.com/watch?v=lGm-53v8jrU


Esse está mais nítido, e pode acreditar é isso que você ouve e soa como trilha sonora para os conflitos existenciais de Birdman
https://www.youtube.com/watch?v=rkl3uPcU4xw

E olha que interessante ele explicando o processo de criação, nada melhor do que ter a visão do próprio autor. Expressar sensações e cenas por meio da bateria, eu mesmo, enquanto baterista não pensei que fosse capaz assim racionalmente
https://www.youtube.com/watch?v=cO7iZ-2B7t8


quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

É, acaba a valentia de um homem quando a mulher que ele ama vai embora

 Caramba.... vivendo e aprendendo. Sempre fui um cara eclético, ouço de tudo, até mesmo por causa da minha profissão, mas confesso aos senhores que esse camarada eu só ouvi falar, mais precisamente meu pai falar das músicas dele, fortemente influenciado pelo gosto musical do meu pai, resolvi fazer um álbum de músicas para a viagem dele e minha mãe para o Paraná. Então foi quando me deparei com a grandeza desse cantor, músico e compositor incrível.
 Durante muito tempo eu não sentia nada, sabe... ouvia as músicas e gostava por causa das belas melodias ou pela energia que transmitia, mas confesso que de cinco anos pra cá, após uma perda amorosa (e falo feliz, pois acredito que para nos tornarmos humanos de fato, precisamos dessa experiência emocional) comecei a compreender tudo, incrível... é como uma tecla SAP...kakaka
 As letras fazem todo o sentido, como se tivesse aprendido um novo idioma  e de forma fluente, chega a ser assustador....kakak
 Enfim, passei a gostar de Roberto Carlos, Milionário e José Rico, até o Pablo faz sentido, embora seja muito inferior musicalmente, claro...kakkakaka
 Pois bem, porque esse relato pessoal se estava falando de um cantor?... Explico.
 Porque desde que isso aconteceu, a tecla SAP dos sentimentos, fica claro quem escreve uma canção mercenariamente e quem passou por aquilo de fato e esse camarada escreve com propriedade e descreve com clareza situações reais, estou falando de Benito di Paula e olha... mesmo que não seja fã de samba, ouve com atenção porque o rapaz sabe o que faz no piano e suas letras... ohhhh, demais! destaque especial para a belíssima e sucinta canção: COMO DIZIA O MESTRE.  https://www.youtube.com/watch?v=jyg5Hkx_g-U
 Só posso dizer uma coisa: Quem já passou sabe! E quem já passou, aprendeu a lição e valoriza mais as coisas hoje, afinal de contas a VIDA É ESSA COISA BONITA QUE VOCÊ TÁ VENDO.

Foto muito significativa da época - eu na bateria