terça-feira, 3 de março de 2015

Carpe diem

 Sua vida é corrida também? Você tem toneladas de compromissos e quando não tem arruma algum? Sei lá, devo ser o único que faz isso... SQN!!!
 Fala sério, nossos dias tem sido muito agitados e temos nos dedicado a muitas atividades: trabalho, faculdade, leitura, estudos, cursos de inglês - francês - mandarim, academia, natação, dentre as distrações que se tornam tarefas diárias também, quiçá de hora em hora como no caso dos jogos de celular .... OHH MANNN!! Candy Crush, Diamond Dash, Clash of clans, Heroes, Sniper Shot só pra listar alguns (impossível você me dizer que não dedica ou já dedicou algumas horas diárias nesses belíssimos aplicativos de entretenimento).
 A questão é que sempre estamos ocupados, poucos são os sábios chineses que conseguem lutar contra a hiperatividade desse século e esse novo modelo de vida saturada de afazeres, mas se você assim como eu sofre do que o Dr. Augusto Cury (aquele mesmo da sessão de auto ajuda...kakak) chama de Síndrome do  Pensamento Acelerado (SPA), já deve ter passado por isso:
 Em algum momento dá uma pausa em tudo - geralmente nos recessos escolares - se deparando com pessoas quase estranhas a você e que coincidentemente moram na mesma casa que você....kkk, sim estou falando da sua família ou amigos mais próximos que dividem a república e/ou quarto contigo.
 Pode parecer bobagem esse clichê, mas aí: A vida passa rápido demais e as coisas não voltam atrás. Calma!! Isso não é uma daquelas frases para te convencer a refletir e entregar sua vida para Cristo, se bem que se sentir vontade, bom pra você (ter fé em algo muda a perspectiva das coisas), mas a questão é tentar da melhor forma possível aproveitar a viagem.
 Existem milhares de metáforas, ditados, recomendações e passagens bíblicas que apontam para esse mesmo rumo: Aproveite a viagem, Carpe diem, Viva o hoje como se não houvesse amanhã, pois pode não haver mesmo pra você ou pra alguém que você ama muito.
 Serei menos filosófico e burocrata e vamos a prática, se acaso sentir essa sensação de que a vida está passando e você não tem passado tempo com as pessoas que você gosta e quer bem, mesmo que num surto, pare e passe algum tempo com elas.
 De preferência pare de olhar para seus afazeres umbilicais por algumas horas ou até mesmo um dia e preste atenção no que elas tem a dizer. Às vezes só querem ser ouvidas sem ser julgadas, querem ser lembradas; valorize as coisas que são importantes para elas naquele momento, se possível participe.
 O grande poeta vagabundo da minha geração, Chorão, já dizia em suas canções: “A vida é uma viagem louca, sem volta”, e recomendava: “Vamos viver nossos sonhos porque temos tão pouco tempo”.

 Portanto passe algum tempo com alguém que você gosta, visite um amigo antigo, beijei seu cachorro, abrace sua mãe/pai, escute pela centésima vez a história do seu avô, dê um sorriso para seu amigo, vá para academia com sua irmã, etc, afinal de contas vale a pena ver e mostrar para essa pessoa que A VIDA É ESSA COISA BONITA QUE VOCÊ TÁ VENDO.

Roj e Eu - cultural sempre junto
Bih and me at Gym today
Mãe e eu - formatura Técnico


Turma Matemática 2015

Baca e Eu - dizem que é trabalho isso que fazemos, chamo de diversão com os amigos, faltou o Ranzi

Turma do Técnico Santana: Luk, Rob Trufeiro, Marley, Blévs e Mestre Goto

Família de férias

Vagabundos do JART ROCK - rock n´roll desde a infância: Coco, Gordelício, Lex Rubão o dono do mundo e Frotinha

Fotos: Renan Portnoy e Leticia Roj


segunda-feira, 2 de março de 2015

A matemática do amor

 Interessante como a ciência, arte e afins realmente podem ser usadaas em função de retratar a realidade de um determinado comportamento humano ou uma realidade social.
 Semanas atrás tive que preparar uma aula sobre Expressões Numéricas e na minha concepção era um tema extremamente elementar na matemática, mas isso pensando matematicamente, agora se analisarmos esse conteúdo aplicado a profissionais de outras áreas pode não ser tão óbvio assim.
 Em forma de brincadeira enviei uma expressão daquelas cabeludas para uma amiga e perguntei a resposta, ela prontamente me disse que precisaria de muitas folhas de papel para resolvê-la.



 Resumidamente, a expressão toda está elevada ao expoente zero, logo seu resultado é 1.
 De forma divertida, mas ainda assim indignada ela me pergunta: "Onde usamos isso na vida?, pelo amor de Deus... tantos números para nada" e então eu respondi:
 Em tudo, UAI! Pra começar, na vida, o homem vê uma mulher, eles trocam olhares, sente O frio na barriga, a conhece, conversam, se beijam, a namora, noiva, compra casa, móveis, troca de carro, diz que a ama todos os dias, tem filhos, e... num dado momento ela a trai.
 Pronto, toda essa expressão de afeto, carinho, amor, cumplicidade, união e completamento, acaba de ser elevado a zero. Então ele acaba só (= 1).
 E o mais interessante é a perspectiva, pois quando você é de outra área e olha praquela montoeira de operações com símbolos, você é como alguém que está vendo o caso sem conhecer as partes e enxerga a beleza do caminho, a grandeza das ações, a intensidade do sentimento, mas pra quem é matemático, estava lá dentro e viu acontecer, o fim explica todo o contexto e não importa o quanto se olhe para trás, o expoente zero acaba com tudo.
 Engraçado como a matemática consegue sintetizar todo essa realidade da vida em números, agora diz pra mim que não foram eles (os números) que originaram tudo? Eu sou suspeito a falar, sou  Pitagórico de coração, mas lendo isso contextualizado até que faz sentido mesmo, né?
 A matemática do amor está sempre elevada a algum expoente, cuidado para não zerar,  afinal de contas A VIDA É ESSA COISA BONITA QUE VOCÊ TÁ VENDO.


domingo, 1 de março de 2015

Levantar e recomeçar

 Interessante como muitas vezes nos enganamos com relação a nossas capacidades.
 Já teve a certeza de ser capaz de fazer algo e de repente se depara com a limitação física? E quando digo limitação física, me refiro a habilidade mesmo, logo não tem a ver com ser capaz ou não de realizar, pois acredito que se trabalharmos em conjunto com o nosso cérebro, somos capazes de qualquer coisa (PIER, 2013), mas falo de treino e preparo.
 Quem nunca pensou ser um ótimo dançarino só por ver alguém dançando e teve a certeza de que se se propusesse a fazer, sairia rodopiando e sensualizando com tal arte inata....kakak  
 Mas a realidade raramente é assim, pode existir realmente uma compreensão mais rápida sobre determinado movimento ou seja lá o que resolver fazer, mas a prática é o que nos aproxima do primor.
 Resolvi ter um domingo diferente e misto entre cultural e esportivo, se bem que o esportivo poderia considerar cultural, pois nos pusemos em contato com os costumes e hábitos de um grupo muito interessante de pessoas, os esportistas urbanos.
 Então levei minha irmã para um passeio vespertino no Parque e de quebra ainda sugeri que retomássemos uma prática antiga, andar de patins.
 Lá chegando, providenciamos o equipamento, como fazia muitos anos que não praticávamos, resolvemos encontrar um lugar mais ermo para calçá-lo e iniciar o trajeto e até aí tudo bem.
 Mas quando eu subi no lombo do bicho foi que eu vi a coisa feia... não sei como é possível, mas não havia mais o menor entendimento sobre sua utilização e parar de pé já foi um desafio grande para ambos....kakak
 Nos primeiros 15 minutos, alcançamos a marca de 2 tombos de bunda, mas não desistimos, afinal de contas, ver uma criança de 7 anos andar fluentemente nos serviu de incentivo e gradativamente fomos relembrando, reaprendendo os movimentos e nos acostumando com a sensação de instabilidade e busca do equilíbrio próprio (honorável gafanhoto...kakak).
 Em mais alguns minutos e já foi possível um passeio pelo parque e aí nos deparamos com a dura realidade da falta da prática, vejam como somos vulneráveis e frágeis.
 Uma experiência dessas evidencia a importância do exercício de uma habilidade a fim de mantê-la e, sobretudo nos mostra a necessidade de se ter humildade para recomeçar, com calma e atenção, passo a passo, sem vergonha de errar ou cair, pois não é vergonha aprender, vergonhoso é se manter ignorante por medo de errar.

 Se cair não se envergonhe, afinal de contas A VIDA É ESSA COISA BONITA QUE VOCÊ TÁ VENDO.






Fotos: Bianca Moraes e Renan Portnoy

A música que emociona

  Cinema é uma arte que sempre me agradou muito e acredito que a vocês também, é impossível passar por essa vida sem desfrutar ao menos de algumas horas dessa maravilha de sensações múltiplas, afinal é (no mínimo) visual e auditiva, no entanto é o poder de emocionar da auditiva que mais me intriga nessa experiência.
 E é claro que a culpa desse efeito emotivo é das trilhas sonoras, aí eu lhe pergunto, qual é a que te marcou?
 Toco em cerimônias de casamento todas as semanas e garanto que elas estão presentes na vida das pessoas e chega a ser engraçado como algumas trilhas sonoras transcendem aos próprios filmes como no caso do belíssimo Forrest Gump (1994), que não é um romance, mas comumente utilizado para entradas devido seu caráter melódico e amoroso ou o drama Cinema Paradiso (1988)... ohh, filme lindo e emocionante Alfredo.
 Não caberia nessa publicação as tantas citações de trilhas maravilhosas, mas gostaria de exprimir minha preferência dentre tantos filmes e que me marcou pela beleza da trilha sonora como um todo, principalmente tratando de trilha original, ou seja, feito especialmente pro filme.
 O som do coração (2007), que trilha incrível e que cenas marcantes - embora ligeiramente utópicas....kakak - como quando August Rush, depois de ver um violão sendo tocado, inicia uma sessão de tapas extremamente musicais no instrumento e após apenas uma noite de treino está apto a tocar.
 Quem toca ou já tentou aprender tocar violão tem noção de como isso seria improvável, mas não tanto quanto a cena da sua execução no órgão de tubos após uma tarde de estudo autodidata....kakak 
 Bom... quem viu o filme, sabe do que eu estou falando, quem não viu... recomendo demais, pois fora essas demonstrações de musicalidade sobre-humana, a história é linda e a trilha sonora é um primor.
 E falar em trilha sonora incrível, hoje vi uma maravilhosa, a do filme Birdman (2014), principalmente para os amantes de jazz e em especial bateria.
 O filme já inicia com um belíssimo batuque melódico, que se estende em diversos momentos no desenvolvimento do drama e encerra os créditos.
 O autor de tal proeza, Antonio Sanchez e lhes afirmo como baterista, que foi uma das coisas mais bonitas e musicais de bateria solo que eu já ouvi... UAU!       O homem manja dos paranauês dos tambores e pratos. 
 Só uma pena não ter concorrido como melhor trilha original no Oscar, porque merecia viu. 
 Conseguiu transmitir com maestria os momentos de tensão do longa, todavia foi uma ideia brilhante e me surpreendeu positivamente, por um instante pensei estar assistindo Whiplash (2014), outro filme que estou louco para ver.
 Sobre o filme (Birdman) propriamente dito, bem... levou uma série de estatuetas Oscarianas pra casa e isso deve significar alguma coisa, afinal parece tratar de crítica com um humor altamente inteligente, mas para vocês, que como eu são apenas reles mortais, recomendo irem ao cinema abertos ao novo e bem despreocupado quanto a lógica do enredo, pois graças a última cena, saí sem entender se ele era um super heroi de fato ou um esquizofrênico, mas não vem ao caso, pois a verdade é que só os solos de bateria durante o filme já valiam a entrada, e de qualquer forma se colocar em contato com a arte já é em si uma experiência rica, então aproveite, pois A VIDA É ESSA COISA BONITA QUE VOCÊ TÁ VENDO.




Fotos: Renan Portnoy

Segue o link da trilha de Birdman, começa aos 5´00.
https://www.youtube.com/watch?v=lGm-53v8jrU


Esse está mais nítido, e pode acreditar é isso que você ouve e soa como trilha sonora para os conflitos existenciais de Birdman
https://www.youtube.com/watch?v=rkl3uPcU4xw

E olha que interessante ele explicando o processo de criação, nada melhor do que ter a visão do próprio autor. Expressar sensações e cenas por meio da bateria, eu mesmo, enquanto baterista não pensei que fosse capaz assim racionalmente
https://www.youtube.com/watch?v=cO7iZ-2B7t8


sábado, 28 de fevereiro de 2015

Encontro com o Criador

 Dia lindo... sol pela manhã, chuva no início da tarde (ohhh delícia, bonito de se ver e de se sentir, depois de tanto sol e calor escaldante nesses últimos meses). 
 Tracei e executei meu plano de contemplação da metrópole que consistia em encontrar companhia corajosa o suficiente para a empreitada, dirigir até o bairro de Pinheiros, (já lhes disse que gostei demais desse lugar? Pois bem, gostei mesmo), estacionar numa ruazinha bem aconchegante e familiar, caminhar de guarda chuva até o metrô, coincidentemente linha amarela....kakak, e de lá segui com destino a estação Trianon onde me deparei com a beleza do edifício do SESI, tem como não sorrir e/ou abrir a boca num movimento de olhá-lo debaixo a cima? E tem gente que acha que tais construções são aleatórias, ohh ingenuidade, graças a um trabalho de pesquisa que ajudei uma amiga a fazer tive contato com a proposicionalidade das criações arquitetônicas e seu impacto sobre o meio e o homem, realmente fascinante o poder de uma calçada larga ou um parque na constituição do comportamento do homem, enfim...  
 Após ficar boquiaberto e feliz com a grandeza de um dos símbolos arquitetônicos de SP me deparei com uma fila voluptuosa em seu interior, motivo? Leonardo da Vinci, ou melhor, a exposição sobre seus escritos, suas invenções e sua arte.
 Confesso que tenho repúdio a filas, de qualquer espécie, mas me obriguei a enfrentar 1 hora de espera e valeu a pena. 
 Belas réplicas em escala reduzida, mas que deixa clara a genialidade, a criatividade e a observação aguçada dos seres vivos, uma vez que uma boa parte da exposição destaca seu olhar engenhoso para a biologia a fim de capturar e reproduzir os complexos mecanismos de movimento dos seres voadores como pássaros, abelhas e afins. Sempre que vejo algo de inteligência grandiosa eu penso: Ainda bem que a humanidade não necessita dos meus conhecimentos para evoluir, senão estaríamos todos perdidos....kakak. Mas o homem estava muuuito a frente de seu tempo, é impressionante a adaptação que faz da biologia para a engenharia mecânica. 
 Dentre outras coisas: engenheiro, inventor e sobretudo artista, porque é preciso muita sensibilidade para apreciar e notar a complexidade das coisas simples da vida e ele o fez com maestria.
 Visitar essa exposição é encontrar-se com o Criador, com a grandeza de um Deus minucioso com sua criação e seu funcionamento, portanto diria que, embora extremamente científico, é praticamente um passeio Gospel...kkkk, poderia claramente substituir um domingo de estudo bíblico e ainda sim seria bastante edificante no que se refere a criação.
 Recomendo demais da conta, afinal de contas, encontrar-se com o seu Deus é compreender que a VIDA É ESSA COISA BONITA QUE VOCÊ TÁ VENDO.  








Fotos: Renan Portnoy e Leticia Roj